Hoje achei em meio a um livro meu, um girassol ou uma margarida. O tempo a escureceu, não sei o que era, mas sei quem me deu. E quem me deu, dá saudade. Deu flores, deixou saudade.

Deixou saudade ou levou? 
O que mais levou? Levou mais coisa que eu sei, pois um vazio aqui está, e que parece não querer ser preenchido por alguém tão cedo. Prioridades e prioridades são sobrepostas tratando-se de preencher este vazio, mas que prioridade é maior que a de ser feliz? 
Mas… Será que é preciso preencher esse vazio pra ser feliz? Quem dirá que essa felicidade está em uma pessoa? Ninguém dirá.
Tão bom não saber ao certo o que era essa flor e não me lembrar de onde, de que campo, de que canteiro de rua foi retirada para ser me dada. Flores são dadas em momentos felizes como sinal de alguma coisa… Momentos felizes tenho diversos em minha memória e por isso sinto saudades de quem me deu, mas mais do que isso, agradeço o tempo por ter apagado este pequeno caso com detalhes.
De saudades de coisas que não irão voltar já estou cheia! Espero não encontrar mais nenhuma flor em meus diversos livros, mas esta, ficará guardada neste livro até que por si só se destrua. 
— Prefira Borboletas


"And you can send me dead flowers every morning, send me dead flowers by the mail, send me dead flowers to my wedding, and I won’t forget to put roses on your grave" - The Rolling Stones


Foto tirada em Downtown Disney (em Downtown Disney )


em Downtown Disney





Me.       -E.S.


Legal é que essa é realmente uma foto minha


rayjohnsonestate:

Happy Birthday, Ray! 

Ray Johnson was born in Detroit, Michigan on October 16, 1927. He would have been 86 years old.


E pra muita gente eu poderia ter sido o suficiente, mas pra única que eu realmente queria ser, eu não fui nada.
Sereia (via se-re-ia)

Era uma dessas meninas que acredita em todos e tudo, até em botão de semáforo para pedestres.
Gabito Nunes.  (via ventanus)

Descendo, sem angustia nenhuma, talvez pesando um pouco as costas com a mochila preta, a rua do meu colégio, os fones no ouvido, demorei um pouco pra entender que alguém estava ali falando comigo. Olhei para o lado e lá estava com o cabelo um pouco bagunçado, castanho claro e os olhos cintilando. A cor dos olhos não interessa, não percebi de primeira.
- Quer uma carona até em casa? - perguntou, acredito que pela quarta ou quinta vez, parecia entediado. Tirei os fones, saí do meu mundo e entrei no dele.
- Carona? De skate? - Olhei para o único meio de transporte que tinha por ali.
- É.
- Você nem sabe se eu vou pra casa.
- Acho que vai.
- Mas não sabe.
- Não vai querer carona?
- Não.
- Tudo bem, então vou ao seu lado.
- Você não tem mais o que fazer? - A frase é grossa, mas o tom foi suave.
- Se tivesse não estaria aqui. - Sorriu.
- Você está me perseguindo?
- Não.
- Como sabe que vou pra casa então? - Agora sim, olhei nos olhos, e pelo visto, ele gostou.
- Sei lá, tá andando devagar demais. Quando a gente vai pra algum lugar interessante, a gente vai rápido.
- Bom raciocínio.
- Obrigado. - Saiu de cima do skate e o segurou.
- Obrigada por andar.
- Qual o seu nome?
- Algum.
- Eu estou te levando em casa, acho que tenho o direito de saber o seu nome. - Parou de andar.
- Você não está me levando em casa, você está aqui de intrometido, nem sabia que eu estava indo pra casa. - Parei e olhei para onde ele estava.
- Ah é? Então porque parou pra me esperar?
- Cara. - Bufei - Fica aí. - Saí andando. Ele veio atrás.
- Você fica linda brava.
- Você tá me cantando?
- Sei lá, parece que eu te conheço faz um tempão.
- Quem é você?
- Eduardo.
- Cara.
- Hum?
- Você é muito besta.
- Você gostou de mim.
- Ah, gostei muito. - Ri - Aqui é o meu bloco.
- Ótimo, agora eu já sei onde você mora.
- Você não vai ficar me perseguindo né?
- Você vai pedir pra eu te perseguir, menina.
Olhou, com os tais olhos verdes, escondidos, pleiteou andar, beijou meu rosto, subiu no skate e voltou no outro dia enquanto eu descia a rua do colégio, com os mesmos olhos, fez isso repetidamente até eu entender que não pararia enquanto eu não cedesse aos encantos exagerados de um skatista cara-de-pau.
Sereia (via se-re-ia)

"Sempre me senti diferente dos outros. Não mais bonita, não mais inteligente, não mais especial, não mais esperta, não mais maluca, não mais legal, apenas diferente. E mais sardenta. Sou diferente na forma de sentir, tudo que me toca, me toca fundo. Tudo que me alegra, me alegra muito. Tudo que me dói, dói forte, corta. Nunca tive muitos freios em matéria de sentimento. Sempre que eu quis ir, fui. Muito me estrepei. Sempre que quis falar, falei. Muito me ralei. Aprendi um pouco a calar, a tentar respirar fundo e pensar."
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